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Minha Vida Escolar

Olá, gente! Hoje vou falar sobre minha vida escolar no terceiro post da série “Memórias”. Apesar das dificuldades, cada passo foi uma vitória e cada etapa foi vencida com muito esforço e dedicação. Espero que vocês curtam e acompanhem.

 

O Bê-a-bá

 

Quando comecei a estudar, eu já tinha 5 anos de idade. Era uma escola normal e pequena, mas eu gostava. Estudei lá até a 4ª série. Para manter meu ritmo de aprendizado, minha coordenadora, juntamente com a diretora, pediu à minha mãe para que eu fosse avaliada e acompanhada por uma fonoaudióloga e uma psicóloga.

 

Quando a avaliação saiu, tive que fazer um tratamento com uma fonoaudióloga. por que eu gaguejava muito. Também fiz tratamento com uma psicóloga por que eu era muito fechada e introvertida, e isso se agravava pelo fato de eu não ter amigas e no colégio. Nesse começo para mim era muito difícil. Nesta época tinha que ir todos os dias para um estudo dirigido.

 

O ensino fundamental

 

Tive que fazer a 5ª, 6ª, 7ª série do ensino fundamental e o 1º ano do ensino médio duas vezes. Isso porque eu não tinha maturidade para entender todo o conteúdo de primeira. Sempre tive que ter professores particulares mais nas matérias exatas. Além disso, também existe aquela máxima de que trocar de escola no meio do ano prejudica o aluno. E é verdade, essa foi um dos motivos pelos quais eu repeti. Mas o bom é que eu sempre tive o apoio de minha família. Eles sempre respeitaram o meu ritmo.

 

Quando eu fiz a 6ª série novamente, minha mãe resolveu me mudar de escola. Esse colégio já era grande com um espaço enorme. Foi nele que passei mais tempo.

 

No 1º ano do ensino médio eu repeti porque neste ano tive que fazer um tratamento muito sério com a minha psicóloga pois não tinha nenhum vínculo na escola. A adolescência foi uma época muito difícil. Uma outra hora conto mais detalhadamente.

 

O Ensino Médio

 

Enfim, como bombei naquele ano, minha mãe me mudou de colégio novamente. Então fiz o 1º, 2º e a metade do 3º ano do ensino médio onde o coordenador era amigo da minha mãe. Não foi nem preciso fazer outra escolha, pois também nesta época eu já ia sozinha para a escola. Mas na metade do 3º ano do ensino médio mudei de colégio mais uma vez pois esse coordenador, conhecido da minha mãe, e o coordenador de outra escola falou para ela que eu não passaria nem de ano e nem em nenhum vestibular.

 

Mudei de colégio, então, no meio do 3º ano. Com medo de não passar de novo. Mas nesse novo colégio, o coordenador era o amigo da minha mãe também. Vale lembrar que eu era uma aluna normal e não tinha nenhuma regalia. Era tratada igual a todos os alunos.

 

O Vestibular

 

No meio do ano prestei vestibular para Biologia na UEG e para Direito na PUC-GO. Isso para juntar os pontos do vestibular do mesmo ano. Mas nem cheguei a fazer a prova do fim do ano, porque em outubro deste mesmo ano prestei vestibular para direito em outra faculdade e passei.

 

Fui então estudar para passar no 3º ano do ensino médio. Graças a Deus, passei e essa foi mais uma vitória conquistada. Quem diria que eu iria conseguir passar do ensino médio para o ensino superior.

 

A Faculdade

 

Então eu fiz todos os períodos na faculdade, mas num determinado momento tive que trancar meu curso. Estava muito difícil para mim conciliar os estudos e meus tratamentos, e por isso privilegiei o tratamento por um tempo.

 

Fiquei 2 meses sem estudar. Quando voltei para conseguir terminar minha vida acadêmica, fui transferida para outra faculdade para concluir as 16 matérias que ainda faltavam.

 

O quarteto Fantástico

 

Fui muito bem acolhida nesta faculdade nova. Não tive dificuldade nenhuma para me enturmar. Em 1 ano e 6 meses conheci a maioria das pessoas de lá. Mas o grande grupo que me acolheu criei um nome pra ele era chamado de “Quarteto Fantástico”. A gente estudava, saía, fazia trabalho em grupo, tudo sempre juntas. Fomos várias vezes ao fórum estudar, assistir audiências, tribunal do júri e quase consegui participar de um tribunal do júri na parte de defesa devido ao meu estágio.

 

O fim do curso e os novos desafios

 

Terminei o meu curso com minhas amigas do “Quarteto Fantástico” e a nossa formatura foi linda. Depois vou contar com mais detalhes essa parte.

 

Depois de 2 meses que eu já tinha terminado meu curso, voltei para estudar para prova da OAB. Ainda não consegui passar até hoje. Essa prova é muito difícil. Eu já tentei fazê-la por 3 vezes. Mas com fé em Deus, um dia eu chego lá.

 

Hoje, com ajuda da minha família e amigos, graças a Deus consegui criar meu blog. Venho aqui hoje e a cada dia para demostrar para cada pessoa o tanto que eu sou capaz. Capaz igual a qualquer pessoa. Foi uma ideia do meu psicólogo, e eu me enfiei de corpo e alma nesse trabalho.

 

Com a ajuda de vocês quero ser uma blogueira de sucesso, mas ainda continuo sendo uma bacharel em direito. E quero ser muito mais. Vencendo cada desafio que a vida me apresentar. Aprendendo a voar cada vez mais alto.

 

É isso gente. Não deixe o que as pessoas pensam ou dizem definir quem você é. A sua vida é só sua. E só você pode vivê-la. Ninguém pode fazer isso por você. Então vença os desafios que se apresentarem a você e se vc tropeçar, é só lembrar de se levantar. 😀 Até a próxima. Não esqueça de curtir a minha Fan Page!
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Aprendendo a voar

Oi, gente.. Meu nome é Paula Lopes. Estou abrindo esse espaço para compartilhar com vocês um pouco mais da minha história. Moro em Goiânia, Goiás, tenho 33 anos e sou deficiente física. Quando eu tinha quatro meses e meio fui diagnosticada com Toxoplasmose Congênita. Mas o que é isso? Naquela época, o acesso à informação não era tão livre como hoje, e no primeiro momento foi difícil para minha família lidar com esse diagnóstico.

 

Eu e minha avó - Ela foi a primeira a notar a minha deficiência

Eu e minha avó – Ela foi a primeira a notar a minha deficiência

Mês a mês, a eles acompanhavam a minha evolução com muita expectativa, comemorando cada novo avanço. O prognóstico nunca foi dos melhores. Os médicos diziam para a minha mãe que eu poderia ficar cega, muda, não andar, não ouvir e até mesmo ficar em estado semi-vegetativo. Mas aqui estou pra provar que em muita coisa eles estavam errados.

 

Estou criando o “Blog da Paula” devido a um sonho meu de compartilhar um pouco dessa trajetória com vocês. Quero falar sobre o que minha família passou, o que eu passei e ainda passo por causa da minha deficiência. Mas o intuito maior é dizer a vocês que uma deficiência física não é o fim da vida. Além disso, quero falar aqui também sobre a minha em específico, a Toxoplasmose Congênita.

 

Por ter nascido com essa doença, eu sempre tive algumas dificuldades e limitações. Mas nenhuma delas me paralisou. Frequentei uma escola normal, tive que aprender a usar óculos de grau alto, bota ortopédica, aparelho para não ficar com a coluna torta… Fui criada como uma criança normal fiz toda as etapas do nível escolar e, apesar de todos os obstáculos, cheguei à faculdade. E meu auge de alegria foi quando me formei.
 

Formatura da Paula - Apesar das dificuldades, consegui me formar

Formatura – Apesar das dificuldades, consegui me formar.

Graças a Deus, tive uma família e amigos que sempre respeitaram meus limites e meu tempo. E sempre me inspiraram a seguir em frente. Ainda tenho muitas dificuldades, como dobrar uma coberta, vestir algumas roupas e sapatos sozinha, fazer maquiagem sozinha, colocar um brinco, fazer comida entre outras coisas. Mas também sei que ainda tem muita coisa pra ser vivida e pra ser superada.

 

Pois é, gente.. Espero que esse espaço seja uma fonte de esperança pra outras pessoas que tem deficiência, ou problemas que dificultam a vida de uma maneira geral. O que eu quero falar para vocês é só uma coisa: A vida não acaba por causa das dificuldades. Então acompanhem meu blog que em breve contar mais sobre como eu tenho aprendido a voar cada vez mais alto. Beijos e até a próxima. 🙂
 
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