Browsing Tag

memórias

Memórias

Meus 15 anos

Olá, pessoal. Hoje é dia de relembrar mais momentos felizes com a série “Memórias”. E hoje quero contar para vocês como foi meu aniversário de 15 anos. Afinal, qual menina nunca sonhou em completar essa idade e ter um dia de princesa. Pelo menos para mim, a meta da minha vida quando eu era criança era atingir essa idade. Vamos relembrar comigo?
Meu aniversário de 15 anos foi uma festa e tanto. Lembro-me como se tivesse sido ontem. Aconteceu no salão de festas do prédio em que eu morava. Não foi muito glamouroso. Foi bem simples. Mas foi lindo. Para mim, foi perfeita.
Lembro que quando faltava 15 dias para a festa, minha irmã chegou em mim e disse que a gente não iria mais viajar como estávamos planejando. Na mesma época ela comprou seu primeiro apartamento e por isso não daria para arcar com os custos dessa viagem. Diante disso, então, minha mãe me disse para escolher a festa ou o book de fotos. Os dois não daria. Eu, como gosto sempre de compartilhar esses momentos, escolhi a festa.
Todos os meus familiares ajudaram um pouco para que essa festa acontecesse. Desde o docinhos até a homenagem para minha mãe. Corremos atrás de tudo. Minha irmã fez os convites, ajudou na decoração, fez o meu bolo. Os convites tiveram que ser entregues rapidamente pois já estava perto da data. Lembro que meu aniversário cairia na quarta-feira e comemoramos ele antecipadamente no final de semana. Só convidei minha família e aqueles amigos mais íntimos.
O meu convite de 15 anos

O meu convite de 15 anos

Na festa, usei apenas um vestido. Tanto para cumprimentar as pessoas como para dançar a valsa. Não fizemos todas aquelas cerimônias que se vê em festas de debutantes em que há troca de vestido e sapato, troca de boneca por um buque de flores, etc. Mas lembro que ganhei um lindo buquê de flores da minha prima e um anel de ouro da minha tia.
Quando o relógio marcou exatamente onze da noite, chamei minha família toda, em especial a minha mãe. Fiz uma linda homenagem para ela, afinal, vocês já devem ter percebido que em todos os grandes momentos da minha vida, ela está comigo. Não podia deixar de agradecê-la mais uma vez por ser a melhor mãe do mundo. Depois disso dancei uma valsa com meu irmão e com meu padrinho.
Passado o momento da valsa, tive uma grande surpresa. O filho de uma amiga da minha mãe, que canta em casamentos estava lá. E ele cantou várias músicas para mim. Foi maravilhoso! Depois de tantas surpresas, abri a pista de dança e aproveitamos até as duas da manhã.
Foi uma noite inesquecível. Ganhei muitos presentes. E para minha surpresa, no natal daquele ano ganhei meu book de fotos. Foi um sonho.
Meu book de 15 anos

Meu book de 15 anos

É isso, gente! Para se sentir especial, a gente não precisa da melhor festa ou ficar de olho nas coisas que os outros tem ou fazem. Às vezes, tudo o que a gente precisa é estar perto das pessoas que a gente ama e tudo se torna mágico somente por isso. Não deixe de curtir minha Fan Page e acompanhar os próximos posts. Até lá! 🙂
Blog

Revisitando Memórias

Hoje em dia, existem várias formas de matarmos a saudade de pessoas queridas. A tecnologia é uma grande forma de nos expressarmos, de arquivarmos bons momentos e de relembrá-los.

 

Antigamente, para matar a saudade disso tudo era muito difícil. Teríamos que escrever cartas à mão, tirar fotos com aquelas máquinas de filme… E nessa época a gente nem sabia se iria prestar ou não. Tínhamos que correr este grande risco de talvez perdermos o momento por uma foto tremida, ou um filme queimado.

 

Mas com o avanço geral da tecnologia, tudo ficou muito mais fácil. Acho que, ao longo dos anos, conseguimos pelo menos 3 coisas: matar as saudades de várias pessoas que podem ser através das redes sociais, podemos tirar fotos e ver na hora com máquinas e celulares digitais, e também podemos falar como se fosse pessoalmente com pessoas que moram no exterior como se fosse ao vivo e a cores.

 

Mas mesmo com todo esse avanço, nada é melhor do que abrir uma velha caixa de fotos antigas e reviver momentos, histórias, lembrar de pessoas que fizeram parte da sua história. Porque o que somos hoje é reflexo do que vivemos e de quem um dia fomos.

 

A tecnologia tirou um pouco daquela emoção. Tirar foto era um acontecimento, tinha todo um significado. Era quase como que se falassem: “Ei.. Preparem-se que uma memória vai ser registrada”. Hoje tiramos muitas fotos, e a maioria acaba caindo no esquecimento na memória dos nossos telefones. Escrever cartas para as pessoas? Para quê, se hoje existe o email? Bons tempos aqueles que eu colecionava os diferentes papéis que existiam para esse fim…

 

Então para essa semana tive uma ideia brilhante, juntei algumas fotos minhas, umas antiga outras nem tanto, para juntos revivermos alguns momentos, mas principalmente como a gente vai mudando com o passar do tempo.. Espero que vocês gostem. Até o próximo post! 🙂 Não esqueça de curtir a minha Fan Page!
Memórias

Férias de Criança

Olá, gente! O segundo post da série “Memórias” é sobre as férias escolares. Quem não sente falta de ter o dia livre, brincar, correr, assistir desenho e de não ter quase nenhuma preocupação na vida além de se divertir? Espero que vocês curtam e acompanhem.

 

Ser criança é o máximo.

 

Com 13 anos de idade, comecei a ter grandes e verdadeiras férias dos sonhos. Minha tia comprou um chalé em Caldas Novas, interior Goiás. Eu morava em Goiânia, numa casa sem muita opção de lazer e quase não saia lá de dentro pra brincar. Então ter esse novo lugar foi a melhor coisa que minha tia poderia ter feito. Desde então, eu contava os dias para as minhas férias da escola chegarem.

 

A gente ficava eufórico na hora de arrumar as malas. No chalé, o espaço na hora de dormir quase não cabia todo mundo. Íamos em três carros. A família era grande e tinha mais ou menos umas 15 meninas. Quando as férias começavam, eu ia com a minha mãe num final de semana pra lá, ela voltava para casa e eu ainda ficava com minha tia até o final de tudo. Até as aulas começarem de novo.

 

Conquistei várias amizades nessa época e nos divertíamos muito. E a nossa turma só ficava nesse chalé da minha tia. A gente Dormia, acordava e tomava banho. Nem tomávamos café da manhã. Já almoçávamos e íamos direto para o clube. Durante as férias, algumas amigas voltavam pra casa mais cedo. Até minha mãe ia. Mas eu ainda continuava lá até o ultimo dia de férias.E ia para o clube todo dia. Meu tio já sabia que tinha que buscar a gente no fim do dia. E no dia seguinte, lá estávamos nós de novo.

 

Chegávamos de volta no chalé, tomávamos banho, depois jantávamos e descansávamos um pouco para a gente ir para a seresta. Isso quando não tomávamos banho no clube. Quando não dava tempo de terminar de arrumar, chegávamos mais cedo no clube e arrumávamos no banheiro enquanto nossos pais ficavam no bingo se divertindo. Ficávamos até umas 2 ou 3 horas da manha. A família inteira se divertindo.

 

Hoje em dia, a gente não tem mais esse lugar. Só me restou a lembrança desse tempo maravilhoso. E enquanto o tempo foi passando, cada amiga foi distanciando devidos aos estudos. Mas ainda frequento muito Caldas Novas, já ate sei fazer o “city tour” sozinha pela cidade. Parte da minha família ainda mora lá. Sempre vou visitar minha cunhada, meus sobrinhos e os filhos deles.

 

Meu coração se alegra em ir lá, mas nunca mais foi a mesma coisa. Hoje também é bom, mas de uma maneira diferente. Hoje eu fico pensando como a gente aguentava aquela agitação toda.

 

É isso gente. Lembrar dos momentos bons momentos que a gente já viveu no passado faz a gente valorizar os momentos de agora. Às vezes, você pode estar vivendo a melhor época da sua vida e nem se deu conta ainda. Então aproveite cada momento, pois lá na frente eles vão fazer falta. Até a próxima. 😀 Não esqueça de curtir a minha Fan Page!
Memórias

Minha Infância

Olá, gente! Hoje quero começar uma série de posts bem legal. Nessa série, quero contar alguns episódios da minha vida que me marcaram, que me fizeram sorrir, chorar, ficar pensativa. Enfim.. Quero dividir com vocês um pouco dos maiores tesouros que alguém pode ter guardado: Suas memórias. Espero que vocês curtam e acompanhem.

 

O começo…

 

A minha infância foi totalmente diferente das outras crianças. Em primeiro lugar, porque eu fazia eu fazia meu tratamento para a toxoplasmose com a sulfa, fisioterapia e natação especializada. Em segundo lugar, porque eu já usava um tampão no olho e a botinha ortopédica. Isso dificultava um pouco as coisas, mas não me impedia de brincar com outras crianças.

 

Quando tinha 3 anos de idade. Sem entender nada da vida direito, já tinha dois grandes presentes na minha vida. Meus 2 sobrinhos. Um menino e uma menina. Até me lembro de um aniversário da minha sobrinha em que não podiam tirar o disco de vinil da Xuxa pois escutávamos, dançávamos e curtíamos até enjoar.

 

Aos 5 anos, entrei para uma escola normal. No começo, quase não ficava. Eu chorava todos os dias. E sempre que chorava, minha avó me buscava e eu ia embora. Mas essa “tática” durou pouco. Quando minha mãe descobriu que isso acontecia, ela falou para a coordenadora da escola que minha avó estava proibida de me buscar. Porque, assim, eu nunca me acostumaria a estudar. No começo foi difícil. Mas logo eu consegui me adaptar.

 

As Brincadeiras

 

Nesta época, sempre que era possível, eu brincava com minha prima. Ela era 6 meses mais velha do que eu. E todas as bonecas que ela tinha, inclusive as roupinhas, eu pedia para minha mãe me dar igualzinha. Minha prima não achava muito bom não. Ela até escondia algumas de suas coisas quando eu ia na casa dela. Rsrs. Mas além dela, eu brincava muito com minha vizinha. Era muito muito legal. Brincávamos de casinha, de bonecas e também de fazer a coleção de papel de carta. Sempre trocávamos uma com a outra os que tínhamos repetido.

 

Apesar das dificuldades, tive uma infância feliz. Mas nem tudo foram flores. Minha avó foi sempre presente em tudo. Nos tratamentos, ajudando a cuidar, no meu desenvolvimento… Tudo mesmo. Ela foi uma pessoa muito importante para mim também. Mesmo em meio às minhas limitações e dificuldades, ela ajudou a fazer dessa época, uma das mais felizes da minha vida. E por ter sido tão importante, essa época também ficou marcada por um triste episódio. A sua partida.

 

Quando vovó se foi…

 

Foi em um dia em que a moça que ajudava a minha mãe em casa não foi trabalhar. Minha mãe ficou preocupada. Mas minha avó, como sempre amorosa, falou para ela não esquentar a cabeça. Porque como ela sempre cuidava de mim, ela poderia ficar comigo aquele dia.

 

Naquele mesmo dia, minha cunhada estava de resguardo em casa, pois acabara de dar à luz, e também chegaria um tio do interior. Então, além de cuidar de mim, minha avó teria que fazer almoço para nós todos.

 

Minha avó ficou comigo uma parte da manhã me balançando muito naqueles balanços de corda e madeira, que já nem se usa mais hoje em dia. Brincamos. Foram momentos preciosos. Depois de um tempo, falei para ela que queria assistir desenho animado lá em casa. Ela concordou em me deixar lá enquanto iria arrumar a casa dela e preparar tudo para o almoço.

 

Passou-se algum tempo até que acabou o desenho. Fui até a casa dela para ficar mais perto dela, só que quando estava chegando, minha cunhada me viu e falou que minha avó tinha passado mal e teve que ir para o hospital. Eu não estava acreditando. Entrei na casa dela chamando por ela até quando avistei uma mancha de sangue na cozinha dela.

 

Neste momento, ela já tinha morrido. Ela sofreu um infarto fulminante. Mais tarde, minha mãe conversou comigo e me explicou que ela não iria voltar mais. Me explicou que minha avó já não estava bem de saúde há um tempo. Eu não entendia muito bem na época. Mas nem quis ir no velório.

 

Eu queria guardar pra mim as boas lembranças que tinha dela. Minha avó morreu cuidando da gente. Trabalhando para que nós estivéssemos bem na casa dela. E desde então eu sempre carrego ela comigo no coração. Nas lembranças de uma infância cheia de desafios, mas também cheia de amor.

 

Enfim.. É isso gente.. Espero que essa história inspire vocês a se lembrar de quem ama e cuida de vocês. A gente nunca sabe quando é a última vez que vamos vê-los. Então cada encontro é uma oportunidade de dizer o quanto uma pessoa é importante pra você. Até o próximo post. 🙂 Não esqueça de curtir a minha Fan Page!